Não deixe o coração aposentar: o papel do geriatra no manejo das doenças cardiovasculares na terceira idade

Assim como todo o corpo, o coração também sente os efeitos do tempo. Com o avanço da idade, ele passa por mudanças naturais que tornam os cuidados com a saúde do idoso ainda mais importantes. Manter o coração saudável é essencial para garantir mais disposição, autonomia e bem-estar na terceira idade.

Doenças cardiovasculares mais comuns na terceira idade

Algumas condições se tornam mais frequentes com o envelhecimento. Entre as principais doenças cardiovasculares em idosos, destacam-se:

Hipertensão arterial (pressão alta):

Força o coração a trabalhar mais e pode passar despercebida por muito tempo;

Insuficiência cardíaca:

Ocorre quando o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente;

Aterosclerose:

Caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos, dificultando a circulação.

Hipertensão em idosos: quando se torna um risco maior?

Com o envelhecimento, os vasos sanguíneos perdem elasticidade, o que pode elevar a pressão arterial. Embora a hipertensão seja, muitas vezes, silenciosa, seus riscos são graves, como o aumento da chance de AVC.

O uso de medicação pode ser necessário, especialmente quando os valores ultrapassam os limites seguros de forma persistente. O acompanhamento com um especialista em idosos é fundamental para avaliar e ajustar o tratamento de forma individualizada.

Insuficiência cardíaca: como identificar os sinais precoces?

Fique atento a sinais que indicam que o coração pode estar sobrecarregado, como:

Cansaço fora do comum:

A pessoa se sente exausta mesmo após atividades leves, o que pode ser sinal de que o coração não está bombeando sangue com eficiência;

Inchaço nas pernas e tornozelos:

pode indicar retenção de líquidos, um dos sintomas clássicos da insuficiência cardíaca em idosos;

Falta de ar em tarefas simples:

subir escadas ou caminhar curtas distâncias se torna difícil, comprometendo a qualidade de vida e o bem-estar na terceira idade.

Quanto mais cedo houver o diagnóstico, maiores são as chances de controle e de prevenção de complicações.

Aterosclerose e o envelhecimento das artérias

Com o passar dos anos, é comum o acúmulo de gordura nas paredes das artérias. Esse processo reduz o fluxo sanguíneo e aumenta o risco de infarto e AVC. A boa notícia é que a alimentação equilibrada, a prática de atividades físicas e a realização de exames preventivos ajudam a controlar esse processo, principalmente quando esses hábitos são adotados desde a juventude.

Manejo das doenças cardiovasculares: o papel do geriatra

Se o coração falasse, diria: “Me leva ao geriatra!” O acompanhamento com um especialista em idosos é essencial para a prevenção e o controle das doenças do coração. Veja algumas situações em que o geriatra deve ser procurado:

Histórico familiar de problemas cardíacos:

Pessoas com pais ou irmãos com doenças cardiovasculares devem iniciar o acompanhamento o quanto antes;

Dor no peito, tontura ou palpitações frequentes:

Esses sintomas podem indicar alterações cardíacas que precisam de investigação médica imediata;

Cansaço inexplicado ou queda na disposição:

Mudanças no nível de energia podem ser sinal de que o coração está sofrendo para manter o ritmo, exigindo avaliação de um geriatra;

Prevenção a partir dos 40 ou 50 anos:

O acompanhamento precoce com um médico geriatra ajuda a evitar complicações e melhora o envelhecimento com saúde.

Curiosidade: idosos também podem ter infarto sem dor no peito!

Muita gente acredita que o infarto sempre vem acompanhado de dor intensa no peito, mas isso nem sempre acontece, especialmente na terceira idade. Em muitos casos, os sintomas são atípicos, e é fundamental estar atento a sinais como:

Fraqueza repentina:

Sensação de desmaio ou perda súbita de força pode ser sinal de infarto em idosos e deve ser avaliada por um médico geriátrico;

Suor frio inesperado:

Suor excessivo sem esforço físico pode ser um alerta de alteração cardíaca, mesmo sem dor no peito;

Náusea ou mal-estar digestivo:

Sintomas como enjoo ou desconforto abdominal podem mascarar um quadro cardiovascular e comprometer a saúde do idoso;

Dor persistente no estômago ou mandíbula:

Essas dores atípicas são mais comuns em idosos durante infartos e muitas vezes passam despercebidas;

Falta de ar sem explicação:

A dificuldade para respirar, mesmo em repouso, pode indicar que o coração está em sofrimento e exige atenção imediata.

Diante de qualquer um desses sintomas, o ideal é procurar atendimento médico com urgência. O acompanhamento com um geriatra pode ajudar a reconhecer sinais precoces e garantir mais bem-estar na terceira idade.

Cuidar do coração é cuidar da vida

O acompanhamento com um geriatra por meio de consulta geriátrica contribui para a detecção precoce das doenças cardiovasculares, adequação dos tratamentos às necessidades do envelhecimento e prevenção de complicações.Com orientação adequada, é possível garantir mais bem-estar na terceira idade e viver o envelhecimento saudável com mais autonomia, segurança e qualidade de vida.

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